sábado, 10 de março de 2012

8 º ANO - GABARITO DO ANALISE O QUE VOCÊ VIU PAGINAS 303 A 305

HISTÓRIA
PROFESSOR ANDRÉ LUIZ RAIMUNDO
ID: 0308AM

GABARITO DO ANALISE O QUE VOCÊ VIU PAGINAS 303 A 305

GABARITO

1 – Os reis receberam a denominação de absolutistas porque tinham poder absoluto em seu país, eram a instância máxima de decisão. Seu poder abrangia as áreas militar, administrativa e o controle da igreja.

2 –

A)

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B)
O rei tem na cintura uma espada que pode ser vista como representação de seu poderia militar. O cetro, a coroa e a flor-de-lis bordada em suas roupas e mantos demonstram seu poder político sobre a França. As pedras preciosas na espada e o ouro utilizado em bordados e objetos do rei demonstram seu poder econômico.
3 – Fatos que se destacaram no reinado de Elizabeth I:
• a igreja anglicana foi consolidada.
• O conflito entre católicos e protestantes foi neutralizado
• O comércio e a indústria naval desenvolveram-se. A Inglaterra estabeleceu-se como potencia no comércio marítimo mundial, principalmente despois da vitória sobre a invencível Armada espanhola;
• A cultura foi valorizada, em especial quanto ao teatro e à literatura, com destaque para a obra de Willian Shakespeare.

4 –
a) A rainha está parada, com gesto e postura que parecem ensaiados. A cena também não parece informal.
b) Luxuoso, escuro, e colorido ao mesmo tempo, fechado e revestido de tecido.
c) O ambiente, bem como as roupas e as jóias, demonstram luxo.
d) A rainha ocupa o lugar central na tela, além de assumir uma postura imponente. Sua mão está sobre o globo e a coroa aparece à sua direita.
e) As duas telas atrás da rainha representam episódios de batalha no mar. A mão da rainha sobre o globo indica que a Inglaterra venceu e, a partir de então, passou dominar os mares do mundo.

9º ano - Respostas do Analise o que você viu páginas 325 à 327

HISTÓRIA
PROFESSOR ANDRÉ LUIZ RAIMUNDO
ID TURMA: 0309AM

GABARITO DAS QUESTÕES DO ANALISE O QUE VOCÊ VIU – PAG. 325 A 327

Questão 01 -

Item a: O fato de não haver prevenção de cor e o contato entre escravos e donatários, fazendo nascerem mestiços.
Item b: Quando libertos, receberiam também a cidadania.
Item C: A democratização do solo.
Item D: A libertação dos escravos não significava independência financeira. Assim, a democratização do solo seria a possibilidade de um ex-escravo ter onde trabalhar por conta própria.
Item E: Porque durou desde a colonização do Brasil até 1888 e também porque nem todos os escravos alforriados conseguiram realmente liberdade, já que não tinham muitas opções.

Questão 02 -

Item A

1º parágrafo: As eleições na época da monarquia eram um evento especial, uma oportunidade de exibição dos privilégios.
2º parágrafo: as eleições representavam um momento de afirmação de hierarquia e distinção social que coincidia com os direitos dados pela constituição.
3º parágrafo: antes de 1881, o eleitorado correspondia a 10% da população brasileira.
4º parágrafo: a reforma eleitoral de 1846 aumentou a renda do eleitorado.
5º parágrafo: o período eleitoral era marcado por disputas apaixonadas, desordem que chegava a brigas e até a mortes.
6º parágrafo: os dois partidos na época - formados por grandes proprietários de terra e de escravos - disputavam as eleições com afinco.
7º paráagrafo: a reforma eleitoral de 1881 reduziu drasticamente o número de eleitores a 1% da população pelas novas exigências.

Item B

Antes de 1881: Muitos votavam, inclusive os analfabetos.
Antes de 1840: Houve necessidade de aumentar a renda do eleitorado.
Antes de 1870: O Eleitorado era composto de 10% da população.
Antes de 1881: Reduziu-se drasticamente o eleitorado a 1%.

Item C
Porque era em dias de eleição que as pessoas saíam às ruas mais bem-vestidas.

Item D
Não, pois somente uma pequena parcela da população brasileira conseguia ter acesso às urnas e escolher seu candidato.

Item E
A resposta é pessoal, porém espera-se que você, estudante, responda que não, pois aqueles que dominavam a política brasileira eram homens ricos e grandes proprietários de terras e de escravos. Representavam a minoria da população brasileira. Além disso, a reforma de 1881, apenas 1% da população tinha o direito de votar.

sábado, 3 de março de 2012

A Era do Gelo


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Quando olhamos para trás e procuramos identificar na história os acontecimentos de uma época em que ainda não dominávamos a escrita
Quando olhamos para trás e procuramos identificar na história os acontecimentos de uma época em que ainda não dominávamos a escrita nos sentimos um tanto quanto perdidos ou confusos. A Pré-História, apesar de esquadrinhada por cientistas especializados (como os paleontólogos), ainda constitui um grande mistério para a humanidade. E quanto mais pesquisamos e descobrimos, mais curiosos ficamos.
O cinema é uma das melhores formas de percebermos essa enorme sede de conhecimentos que possuímos a respeito da Pré-História. Tivemos várias produções de destaque nos anos anteriores revelando essa fixação, essa verdadeira obsessão por dados e informações relevantes acerca desse período.
Filmes como “Jurassic Park” (de Steven Spielberg) ou “Dinossauros” (produção da Disney) popularizaram os dinos entre a criançada. Fizeram inclusive que se criasse uma enorme diversidade de produtos destinados a atender a demanda e satisfazer a curiosidade dos espectadores mirins. Outras produções como “2001 – Uma Odisséia no Espaço” (do diretor Stanley Kubrick, que em seus 15 minutos iniciais nos apresenta os hominídeos ou homens pré-históricos) ou “A Guerra do Fogo” (de Jean-Jacques Annaud, realizador de “O Nome da Rosa” e “Círculo de Fogo”), destinados a um público mais maduro, fizeram também sucesso e captaram espectadores para o assunto.
Entretanto, é importante destacar que, como o cinema é uma forma de entretenimento e, conseqüentemente dedica-se à diversão de seus freqüentadores, os realizadores desses e de outros filmes do gênero não tinham que manter em suas produções total fidelidade aos achados e descobertas das muitas equipes de pesquisadores que estão espalhadas pelo mundo (inclusive no Brasil, com destaque para o trabalho da pesquisadora da Universidade de São Paulo, Niéde Guidón, que há anos realiza importantes avanços com a descoberta de pinturas rupestres e fósseis no nordeste do Brasil).
Há, porém, aspectos importantes apresentados nesses filmes e animações. Inclusive todas elas primam por tentar apresentar a reprodução mais fidedigna daquilo que acreditamos ter acontecido quando nesse mundo ainda reinavam os enormes dinossauros. É necessário salientar que os diretores e produtores desses filmes normalmente contam com o apoio de equipes de estudiosos e pesquisadores para conseguir dar ao filme o máximo de realismo possível.
Temos que nos lembrar que, apesar de todos esses esforços, ao recriarmos uma determinada era ou época histórica, mesmo que à distância de tempo que nos separa não seja das maiores, sofremos a influência do tempo em que vivemos. Por isso as rainhas e reis de nossos filmes são belos e apresentam uma saúde de ferro; também por isso, percebemos elementos materiais inseridos em cenas históricas em épocas em que nem haviam sido inventados; por esse mesmo motivo alguns de nossos animais pré-históricos são sempre agressivos quando muitas vezes apenas agiam dessa forma quando provocados pela fome ou por seus inimigos naturais.
“A Era do Gelo” apresenta algumas falhas como todo e qualquer filme que se refere a períodos históricos ou pré-históricos. Apesar disso, diverte as crianças e as instiga a querer saber mais sobre a época em que os dinossauros reinavam em nosso planeta. Se a educação depende essencialmente da nossa capacidade de estimular a curiosidade de nossas crianças e jovens, aprender com o auxílio de Manny, Sid e Diego pode ser enriquecedor...

O Filme

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Sid é uma preguiça que foi deliberadamente deixada para trás por seus iguais na época de migração para regiões protegidas contra o inverno, chamadas pelos animais como “era do gelo”. Ao iniciar seu caminho em direção ao destino de todos os outros animais ele acaba encontrando um mal-humorado mamute chamado Manfred. Manny (como o mamute passa a ser chamado por seu inconveniente companheiro de viagem) e Sid deparam-se no meio do caminho com uma situação completamente inusitada para os dois, eles encontram um filhote de humanos a beira de um rio...
A criança escapara nos braços de sua mãe do ataque sorrateiro e mortal de tigres de dentes de sabre a sua tribo. Na fuga, ao ser encurralada, a mãe se joga de uma cachoeira com seu filho e num último e derradeiro esforço ainda consegue levar seu bebê até uma das margens e deixá-lo diante dos atônitos Manny e Sid. O mamute até tentou deixar a criança para trás, mas o bicho-preguiça conseguiu convencê-lo a tentar devolver o filhote para seus legítimos pais. Ainda mais depois da chegada de Diego, um tigre “totalmente” devotado e interessado no “bem-estar” da criança.
“A Era do Gelo” nos conta a história da jornada desse estranho grupo em sua tentativa de devolver o filhote de humanos a sua tribo. Sofrendo uma constante marcação cerrada pelos tigres e contando em seu grupo com Diego, que secretamente quer a todo custo pegar a criança e fugir para dividi-lo com os outros felinos, as dificuldades tornam-se cada vez maiores na medida em que tentam alcançar os homens (que também se deslocam em virtude do inverno para uma região mais protegida).
Animadíssima produção dos estúdios Fox, contando com a co-direção do brasileiro Carlos Saldanha (que foi indicado ao Oscar 2004 na categoria de curta-metragens de animação por um desenho com o esquilo que aparece como coadjuvante em “A Era do Gelo”), tendo como protagonistas alguns dos mais engraçados personagens de desenhos animados dos últimos tempos, “A Era do Gelo” é diversão garantida e pode ensinar muito as crianças sobre companheirismo, amizade e também a respeito da própria pré-história.

Confiram!

Indicação de João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Ficha Técnica
A Era do Gelo
(The Ice Age)
País/Ano de produção: EUA, 2002
Duração/Gênero: 115 min., Animação
Direção de Chris Wedge e Carlos Saldanha
Roteiro de Peter Ackerman, Michael Berg e Michael Wilson
Elenco (vozes): Ray Romano, John Leguizamo, Denis Leary, Goran Visnjic, Jack Black,
Stephen Root, Diedrich Bader, Jane Krakowski e, na versão em português, Diogo Vilella,
Tadeu Mello e Márcio Garcia.

CARTA DE PERO VAZ CAMINHA (ATUALIZADA)

Olá meu amado Rei, aqui quem fala é o Pero Vaz. Está me ouvindo bem? Peguei emprestado o celular de um nativo aqui da nova terra.
Tudo bem, o Capitão Pedro está lhe mandando um abraço. Chegamos na terça, 21 de abril, mas deixei para ligar no Domingo porque a ligação é mais barata.
É aqui tem dessas coisas. Os nativos ficaram espantados com a nossa chegada por mar, não achavam que éramos Deuses, Majestade.
Acharam que éramos loucos de pisar em um mar tão sujo. A ligação está boa? Pois é, essa terra é engraçada. Tem telefonia celular, digital, automóveis importados, acesso gratuito à Internet mas ainda tem gente que morre de malária e está cheia de criança barriguda de tanto verme. É meio complicado explicar. Se já encontramos o chefe? Olha Rei, tá meio complicado. Aqui tem muito cacique para pouco índio. Logo que chegamos a Porto Seguro tinha um cacique lá que dizia que fazia chover, que mandava prender e soltar quem ele quisesse. É, um cacique bravo mesmo...Mais para o Sul encontramos outra tribo, uma aldeia maravilhosa e muito festiva, com lindas nativas quase nuas. Seguindo em direção ao Sul, saímos do litoral e adentramo-nos ao planalto. Lá encontramos uma tribo muito grande. A dos índios Sampa. Conhecemos o seu cacique, que tinha apito mas que não apitava nada, coitado.
Dizem até que ele apanha da mulher. O senhor está rindo, Majestade?
Juro que é verdadeiro o meu relato. Como vossa Majestade pode perceber, é uma terra fácil de se colonizar, pois os nativos não falam a mesma língua. Sim, são pacíficos sim. É só verem um côco no chão para eles começarem a chutá-lo e esquecerem da vida.
Sabem, sabem ler, mas não todos. A maioria lê muito mal e acredita em tudo que é escrito.
Vai ser moleza, fica frio.
Parece que há um "Cacicão Geral", mas ele quase não é visto.
O homem viaja muito. Dizem que se a intenção for evitar encontrá-lo, é só ficar sentado no trono dele. Engraçado mesmo é que a "indiaiada" trabalha a troco de banana!!! Todo mês eles recebem no mínimo 200 bananas.
Não é piada, Majestade!! É sério!! Só vindo aqui prá ver. Olha, preciso desligar. O rapaz que me emprestou o telefone celular precisa fazer uma ligação. Ele é comerciante.
Disse que precisa avisar ao povo que chegou um novo carregamento de farinha. Engraçado... eles ficam tão contentes em trabalhar...
A cada mercadoria que chega, eles sobem o morro e soltam rojões.
É uma terra muito rica, Majestade. Acho que desta vez acertamos em cheio.
Isso aqui ainda vai ser o país do futuro...
Autor desconhecido

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ficha Limpa: exercício de democracia.

Até que enfim

Depois de dois anos de indefinição, finalmente a lei de iniciativa popular da Ficha Limpa passa a valer. Políticos já condenados não poderão concorrer este ano

Izabelle Torres e Claudio Dantas Sequeira

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FORA DO JOGO
Com a validação da lei pelo STF, a partir do voto decisivo da ministra
Rosa Weber (acima), o ex-governador do DF Joaquim Roriz ficou inelegível
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Foram dois anos de idas e vindas e uma enxurrada de ações judiciais. Mas, finalmente, a Lei da Ficha Limpa entra em vigor no Brasil a partir da eleição de outubro. Na quinta-feira 16, o Supremo Tribunal Federal não apenas decidiu pela constitucionalidade da norma, como também lembrou que representa o início de um processo de mudanças no perfil dos políticos brasileiros. Projeto de iniciativa popular, que contou com a mobilização de mais de um milhão de pessoas, a nova lei impede a candidatura de quem foi condenado por um tribunal e de quem renunciou ao mandato para fugir da cassação. “Essa lei é fruto do cansaço, da saturação do povo com os maus tratos infligidos à coisa publica”, resumiu o ministro Carlos Ayres Britto ao dar o sexto voto favorável à validade da Ficha Limpa.

A decisão atinge em cheio caciques políticos acostumados a permanecer nos cargos graças a recursos que adiam para a eternidade o fim dos processos de que são alvo. Com sua decisão, o STF enterrou de vez a vida pública e conturbada do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz e também do ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, candidato a reeleição à prefeitura de João Alfredo (PE). Roriz, no poder por quase vinte anos, ficará inelegível por 11 anos e só poderá se candidatar novamente aos 87 anos. No rol de impedimentos, a Lei da Ficha Limpa pode acabar com a carreira de mais de uma centena de parlamentares que já sofreram alguma condenação.

Os aplausos de quem trabalhou para que a lei entrasse em vigor se dirigiram principalmente para a nova ministra do STF, Rosa Weber. Seu voto foi decisivo para desempatar a questão em um plenário dividido. A ministra não apenas defendeu a nova lei, como lembrou que as cobranças aos ocupantes de cargos eletivos devem ser mais efetivas. “Os homens públicos devem ser mais cobrados que os cidadãos comuns. Essa lei foi gestada no ventre moralizante da sociedade brasileira, que está agora a exigir mudanças”, disse Rosa Weber.

As exigências impostas pela Lei da Ficha Limpa, na opinião de ministros e especialistas, abrem um novo tempo nas discussões da reforma política. “Hoje será o termo inicial para uma reforma política densa a partir da decisão da Suprema Corte”, afirmou o ministro Luiz Fux. A lei validada pelo STF foi sancionada em junho de 2010, mas não surtiu efeito na eleição daquele ano e os donos de fichas-sujas conseguiram assumir seus mandatos. Daqui em diante, tudo será diferente. Os políticos condenados finalmente começarão a ser barrados da vida pública.

Em história não verdades absolutas, a cada novo vestígio uma nova história.

A pintura mais antiga do mundo

Arqueólogos encontram desenhos rupestres em caverna espanhola que teriam 42 mil anos e seriam obra do homem de Neandertal

João Loes

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PASSADO
As pinturas encontradas na caverna de Nerja foram feitas em estalactites
Era difícil imaginar que uma rede de cavernas como a de Nerja, no sul da Espanha, conhecida, estudada e visitada por milhares de pessoas há mais de meio século, ainda teria segredos a revelar. Mas foi isso que aconteceu. Um grupo de arqueólogos da Universidade de Córdoba, na Espanha, divulgou recentemente imagens impressionantes de estalactites dentro da cavidade cobertas por seis pinturas rupestres, até então desconhecidas, com idade estimada em 42,5 mil anos.

A datação não só faz delas as pinturas mais antigas do mundo – dez mil anos mais antigas do que a atual recordista, nas cavernas de Chauvet, na França – como permite supor que elas tenham sido feitas por homens de Neandertal, e não pelo Homo sapiens. “É uma descoberta que cai como uma bomba para os acadêmicos que estudam essa área”, diz José Luis Sanchidrian, responsável pela equipe da Universidade de Córdoba que fez a descoberta. Poucos, na academia, acreditam que o homem de Neandertal, extinto há 30 mil anos, tinha capacidade intelectual para criar e registrar representações simbólicas da realidade como as pinturas descobertas em Nerja.

Agora, porém, isso pode começar a mudar. Para reforçar a suspeita de que as pinturas foram de fato feitas pelos neandertais, os objetos marcados na pedra se parecem, em muito, com focas. E sabe-se, pelo conjunto de registros fósseis, que, diferentemente do Homo sapiens, o homem de Neandertal se alimentava de focas. “Se o que a gente viu até agora se confirmar, realmente será uma descoberta inquietante”, diz o geógrafo Felipe Carvalho, diretor de pesquisa do Grupo Guano Speleo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que estuda a formação e constituição de grutas e cavernas.

Ele faz a ressalva por que, dado o potencial revolucionário da descoberta, muito ainda será questionado sobre ela. O método de datação da pintura, por exemplo, feito a partir de material orgânico encontrado nas proximidades da obra é comum, mas levanta dúvidas. O fato de a pintura não ter distorções mesmo tendo sido feita em uma estalactite, que costuma variar de forma e tamanho com o passar do tempo, também deixa interrogações. “No fim, só teremos certeza com a datação final da tinta que foi usada e a publicação dos resultados em um artigo científico”, diz Carvalho. Isso pode levar de dias a semanas. Até lá, o frisson permanece.  
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